Ciência de dados a serviço do controle
SCGE e UPE apresentam avanços da Residência Tecnológica
Transformar dados em inteligência para aprimorar o controle e a gestão pública. Esse é um dos principais objetivos da Residência Tecnológica em Ciência de Dados, desenvolvida pela Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE) em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE).
No mês de agosto, representantes da SCGE e da UPE se reuniram para apresentar os resultados parciais do programa, marcar o encerramento das disciplinas e acompanhar o desenvolvimento dos produtos que estão sendo construídos para responder a desafios reais da atuação da Secretaria.
A Residência reúne 20 participantes, sendo dez servidores e dez residentes. Desde o início do programa, eles foram divididos em quatro grupos de cinco integrantes, e cada equipe ficou responsável por trabalhar em um dos quatro desafios estratégicos definidos pela SCGE.
Ao longo das disciplinas, os conhecimentos adquiridos pelos participantes foram aplicados diretamente no desenvolvimento dessas soluções. Agora, com o encerramento da etapa formativa, os produtos entram em uma nova fase: serão aprimorados e finalizados até o fim de outubro, com a orientação dos professores da UPE.
“A Residência Tecnológica alia formação, inovação e aplicação prática do conhecimento”, explica Simone Melo, Gerente Geral de Informações Estratégicas da SCGE. “Ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento de novas competências, coloca a ciência de dados a serviço de desafios concretos, fortalecendo o uso de tecnologia e inteligência de dados como instrumentos para aprimorar o controle interno e a gestão pública em Pernambuco”, conclui.
Da formação à prática
Os quatro desafios trabalhados pelos participantes envolvem áreas em que o uso da ciência de dados pode ampliar a capacidade de análise e apoiar uma atuação cada vez mais preventiva e estratégica da SCGE.
Um dos grupos trabalha na detecção de padrões relacionados a possíveis conflitos de interesse, a partir da construção de uma rede de relacionamentos entre servidores públicos e entidades que contratam com o Estado de Pernambuco ou são reguladas por ele. A solução busca auxiliar na identificação de padrões complexos e potenciais irregularidades em processos licitatórios, administrativos e situações de conflito de interesse.
Outra equipe desenvolve um modelo preditivo para despesas com pessoal e limites relacionados à educação. A proposta é utilizar dados históricos e informações contextuais para realizar estimativas sobre períodos futuros, contribuindo para o acompanhamento e a tomada de decisões na gestão pública.
O terceiro desafio envolve a detecção de anomalias em processos licitatórios. O modelo em desenvolvimento busca identificar indícios de situações como direcionamento de licitações, irregularidades em editais, falhas na condução dos processos, superfaturamento e outros possíveis sinais de fraude.
Já o quarto grupo trabalha na detecção de anomalias na folha de pagamento dos servidores estaduais, buscando identificar situações como pagamentos ou descontos indevidos, erros de cálculo e falhas nos sistemas.
Próxima etapa
Com a conclusão das disciplinas, a Residência entra agora em uma etapa dedicada ao aperfeiçoamento dos quatro produtos. Até o final de outubro, as equipes continuarão trabalhando nas soluções, contando com a orientação dos professores da UPE para avançar no desenvolvimento e chegar às versões finais.



