A execução das ações de controle interno do Poder Executivo de Pernambuco ganha um reforço no sentido de solucionar problemas reais vivenciados na Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE). Os projetos com as soluções foram apresentas pelos alunos da disciplina de Inteligência Artificial (IA), da grade curricular do curso de Engenharia da Computação, da Universidade de Pernambuco (UPE). O trabalho foi desenvolvido a partir das experiências dos servidores, que atuaram como ouvintes e mentores da disciplina, por meio de uma parceria inovadora entre a SCGE e a UPE. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (29.11), na Escola Politécnica de Pernambuco (Poli)/UPE, com a orientação do professor Fernando Buarque, responsável pela disciplina.

Os produtos atendem às necessidades das diretorias de Orientação ao Gestor e Informações Estratégicas (DOGI), de Ouvidoria e Controle Social (DOCS) e de Controle de Qualidade dos Gatos (DCQG). “As técnicas aplicadas vão trazer um ganho significativo às ações de controle interno, otimizando também o tempo de trabalho dos servidores. O aperfeiçoamento das atividades fornece suporte para o monitoramento de informações estratégicas, contribuindo para a melhoria da qualidade do gasto e trazendo ganhos importantes para a sociedade”, destacou o Secretário da Controladoria-Geral do Estado, Ruy Bezerra.

Para a DOCS, por exemplo, a solução proposta pretende ajudar na identificação da unidade gestora que deverá receber o pedido de acesso à informação feito pelo cidadão. As solicitações são feitas por meio de formulário online, disponível no portal www.ouvidoria.pe.gov.br. A partir disso, os pedidos são encaminhados por e-mail para o servidor responsável pela área, que tem que direcionar para a unidade gestora (UG) competente. Por mês, são cerca de 80 pedidos. A proposta feita a partir do emprego das técnicas de IA pretende reduzir o tempo do processo, uma vez que vai permitir que a manifestação seja enviada diretamente à UG.

Em um outro produto, esse vinculado à DOGI, o objetivo é classificar as perguntas feitas pelos gestores do Estado, de acordo com a semântica das palavras, buscando, desta forma, no banco de dados do sistema SCGE Orienta, a melhor resposta para os questionamentos. O controle das refeições distribuídas nos hospitais, objeto de ação da DCQG, também foi trabalhado e, com as técnicas de IA, o gerenciamento das informações poderá ser potencializado.

Para o estudante Oto Alves, a parcera com a SCGE atende a uma necessidade do curso de Engenharia da Computação. “Essa experiência nos deu a oportunidade de aplicar todos os conceitos aprendidos em sala de aula em problemas reais”, completou. Já Luis Aguilar Loo, mestrando em computação, viu no aprendizado uma oportunidade de levar as técnicas aplicadas para o seu país, Honduras. “Temos um órgão com uma atuação semelhante. Muitos dos problemas propostos aqui também são encontrados no meu país. Vou levar todas as experiências, inclusive com informações sobre as atividades da SCGE”, destacou.

Compartilhe: